Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

[RP FECHADA] - A warrior or a damsel in distress? - 28/05/2016

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[RP FECHADA] - A warrior or a damsel in distress? - 28/05/2016

Mensagem por Damien Blake Lestrange em Qua Maio 25, 2016 5:16 pm

— A warrior or a damsel in distress?


A postagem é iniciada por Damien Blake Lestrange e Ocktavia Els. Wörflhaimn e está FECHADA para qualquer um que não tenha sido convidado pelos membros participantes. Passando-se esta em 28/05/2016, Cemitério Saint Louis. O conteúdo é RESTRITO. A postagem está EM ANDAMENTO.
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Re: [RP FECHADA] - A warrior or a damsel in distress? - 28/05/2016

Mensagem por Damien Blake Lestrange em Qua Maio 25, 2016 9:28 pm


help the dead

Não desisti ainda, Vadias

Não sabia quem eram meus pais, não sabia minhas origens e até meus “professores” em Saint Harris desconheciam tais coisas. Eu fui acolhido ensanguentado explicando que cheguei em casa da academia com meus pais mortos e fui atacado por um grupo de cinco homens com armas. Meus pais sabiam de meu talento em reviver algumas coisas que só havia experimentado em animais como esquilos e aves que o gato do vizinho matava e fazia questão de usar o quintal de casa de cemitério ao ar livre.

Eu não esperava que acontecesse, mas aconteceu, eu mandei e os corpos de meus pais se levantaram do chão com as cabeças sangrando sangue ainda e me defenderam contra os assassinos. Retornei à realidade e me vi em câmera lenta quase matando um dos garotos com um treino com uma lança de osso que expandi da coluna, mas o pior não foi o susto dos outros em minha volta, porque eu me afastei do local e fui pro quarto.

Não sei quanto tempo se passou, nem havia ficado uma semana na casa ainda e já havia assustado os moradores. E o pior era que eu lembrava dos caçadores como uma coisa vívida em mim ainda. Logo que meus pais levantaram do chão pra me defender, avançaram contra dois dos cinco e de alguma forma, ou sorte acabei matando dois dos caçadores com um espinho de osso saindo do pulso.

Foi nojento e me senti um Homem Aranha que deu errado, eu fugi da casa com uma mochila com minhas coisas rápidas como roupas limpas das gavetas e minhas economias. Não era ruim de matemática, eu sabia que um dos caçadores ainda estaria vivo e apesar de discordar ir para um academia de esquisitos e malucos, eu não tinha mais pra onde ir. Voltei para meu quarto com sua mobília mínima na Harris e ouvi as batidas na porta com o professor vindo me acalmar sobre a aula.

Foi aquela ladainha pra me acalmar e não sei como realmente adormeci na cama, mas não durou e acordei de madrugada com sede e um pouco de fome. Fui para a cozinha pegar um lanche noturno e no caminho das escadas ainda ouvi a campainha e fui atender com um receio temendo de quem seria a essa hora. Logo que abri a morte não entendi o que a Suprema das garotas fazia ali, só a vi de relance e sabia que a mesma namorava o Supremo. Namorico cliché demais.

Me abaixei perto da garota perguntando o que houve e ela apenas tocou as mãos dele e foi como ver um filme de lembranças pela visão da garota. E então viu o estupro e o rosto de quem foi assim como ela viu e todas as súplicas para parar com aquilo. Sentiu seu coração pesar com a respiração forte após a visão do estupro e a pegou no colo com cuidado já pedindo desculpas para a mesma, pois sabia que doía aquela movimentação.

Fechou a porta com o pé e levou a garota o mais rápido que pode para o quarto do Supremo, porque entre a cozinha, o banheiro e qualquer lugar da casa, o quarto do namorado dela parecia a melhor opção para cuidar da mesma. Melhor ainda se ele estiver em casa. Me enganei sobre Christopher estar na academia, mas entre no quarto mesmo assim. Arranquei o edredom e deitei a garota em um lado da cama com a mesma quase em posição fetal pela dor e exaustão de sabe-se lá qual distância percorreu desde o ataque a ela.

Entre algumas idas e vindas do banheiro, pegou um copo d’água, toalhas molhadas para a testa da jovem e travesseiros para ela encostas na cabeceira da cama de forma mais confortável. Tocou a mão da garota e tentou a curar usando sua regeneração, mas não sabia como passar esse poder de curar para terceiros e apenas a confortou de que seu namorado logo chegaria com mais “poder” para ajudá-la.

Para a treta, Chris sempre estava pronto porque logo que chegou no quarto e registro as cenas de sua namorada deitada na cama com sangue nas pernas e um garoto ligeiramente desconhecido com sangue na camisa do lado dela já fizera as costas. Ele me arremessou contra a parede do lado da porta do banheiro com apenas um aceno de cabeça e senti a pressão invisível no pescoço me atrapalhando a respirar e doendo minha cabeça pelo desses.

Achei que fosse morrer e talvez teria sido, após um tempo me soltou da pressão invisível e pude voltar a respirar só que me ergueram do chão pela camisa e empurrava contra a parede de novo. Eu estava sem ar e assustado com tudo, mesmo com força e sabendo me defender não conseguia registrar direito as coisas com os olhos cheios de lágrimas da quase morte por asfixia alguns segundos atrás. Eu não entendi o que aconteceu, se havia algo pra entender, mas acho que já sabia disso e falou na minha cabeça: “Não quero saber o porquê fez aquilo com Behati. Não sei se deveria ter um motivo para tal atrocidade com ela e que agora esta expulso da academia por agressão física e tentativa de assassinato a outro membro da academia.”

Ele afrouxou um pouco o aperto e pude ver e ouvir melhor as coisas, ele me puxou da parede e empurrou de novo provavelmente gritando agora: “Não quero te ver mais, se eu te ver seja de dia na cidade, não hesitarei em te enforcar.” Depois me soltou e jogou para fora do seu quarto voando, quase divertido se não fosse a ameaça. Não sabia se era raiva, medo, o que era de verdade, mas fui pro quarto e juntei todas as minhas coisas e saí dali do jeito que estava: com fome, sede e sem entender porra nenhuma.

Não conhecia a cidade direito, então segui para um dos locais que fiz questão de aprender o caminho: cemitério. Não deveria ser comum aprender o local onde eles ficam, mas me sentia mais seguro em um cemitério do que fora dele. Mesmo que não use meus poderes, aqueles silêncio que os mortos nos favorece é bom e naquele momento era disso que eu precisava. Não sentia medo de Christopher, era raiva por não ter tentado o suficiente fazer dar certo.

Perdi meus pais e em menos de uma semana estava expulso de uma academia de magia para garotos. Não era normal o suficiente porque caçadores que acharam em casa, não era poderoso o bastante pra me manter na academia de bruxos, eu não valia nada e queria sinceramente morrer, mas até pra isso eu era fraco. Em meio a essas loucuras já havia chegado ao cemitério e nem notei o caminho que percorri para chegar até ele.

Entrei no mesmo com cuidado e pedindo licença aos espíritos e aos mortos por entrar em sua casa. Como em uma sala de aula, fui para o fundo, ou pelo menos para mais profundo daquele labirinto de mortos, virando a esquerda, seguindo reto, virando mais uma vez para a esquerda e depois para a direita e segui reto até meu corpo pedir para parar. Sentei entre uma daquelas covas e chorei só por chorar e liberar minha mágoa de inutilidade pra ver se pelo menos o peso no coração saia um pouco.

Não havia lamentado meus pais ainda, tirei a mochila das costas e abracei pra abafar meu choro e não perturbar os mortos. Eles já haviam se cansado desse mundo, não posso fazer eles acordarem por alguém como eu chorando como uma criança que se machucou. E eu realmente me machuquei, me feri sem intenção e só sendo eu. Não queria meus pais mortos, não queria ter ajudado Behati daquela forma, quem sabe um hospital teria sido melhor. Tudo eu só lamentava, nada fazia certo.

Em meio ao choro não notei inicialmente os passos, mas a risada eu ouvi e ela viera se aproximando de mim e numa cordial diversão a voz falou: - Não achou que escaparia dos caçadores não é garoto? Pois não vai fugir, então que tal sair daí que eu te dou uma bala e você para de chorar. - Passei as mãos nos olhos secando as lágrimas e me arrependendo de não ter confirmado as mortes antes de fugir de casa.

Fechei os olhos e toquei o chão chamando os mortos baixo: - Não queria acordar vocês, mas preciso da ajuda de vocês. - Respirei fundo e concentrei no poder da voz para o que queria: - Todos os pecadores, levantem e me ajudem como puderem. Destruam seus corpos, não desistam e acabem com os caçadores - Sentia meu coração respirar forte, juntei mais minhas pernas e protegi minha cabeça com os pedaços de covas voando pelo ar conforme os mortos foram saindo de suas covas. Só esperei que dessa vez funcionasse.


Then the time for being sad is over
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