Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

TREINOS DE DAMIEN BLAKE LESTRANGE

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Re: TREINOS DE DAMIEN BLAKE LESTRANGE

Mensagem por Damien Blake Lestrange em Seg Maio 30, 2016 11:52 am

reviving a dead


Pouco tempo como voodoo e parecia que algo em mim despertou de alguma forma estranha e que não me importava pesquisar para entender. Havia uma crença divina no voodoo que a Rainha Heda me transmite poder quando fala deles, mas eu sinto medo, não como um filme de terror que foi baseado em fatos reais, era mais como respeito em excesso. Eu não iria aprender sobre as crenças do dia para noite, mas tentava um pouco mais a cada dia e evitava falar sobre o desconhecido porque até mesmo os nomes eu poderia julgar o artigo errado.

Desnecessário tentar ser respeitoso e chamar uma entidade feminina como homem, então me recolhi de tais tentativas tolas e me foquei no que sabia e na aprendizagem das coisas. Acordei como de costume, fui treinar em uma academia perto da casa que estava lá pelas sete da manhã. Haviam poucos acordados e portanto menos encontros e sustos comigo, mas no retorno já encontrei o café da manhã preparado, mas me indicaram pra ir no cemitério antes do café.

Dei de ombros e segui para o cemitério que me indicaram. Pelo endereço sabia que era onde conhecia a Rainha, mas não decorava os nomes dos cemitérios da cidade, haviam muitos e vários deles com as covas a vista e não enterradas no solo. Chegando no local com a roupa de academia foi quase estranho com as pessoas de um funeral saindo da casa de descanso dos mortos e me olhando bem “What?” pela minha roupa com certeza.

Passando pelo canavial de olhares censurados quase como se eu estivesse nu em uma igreja. “Pera, o que? Acho que exagerei dessa vez.” Encontrei com o “almoxarifado” aberto e entrei no mesmo, passando pelo corredor já percebendo que era o lugar dos velórios e não almoxarifado pra sabe-se lá o que usavam no cemitério com covas visíveis. Havia um corpo dentro do caixão e uma garota sentada numa cadeira me esperando no fim do corredor.

A jovem se levantou ao me ver, sumiu por uns segundos e reapareceu do meu lado comentando que era a vigia do meu treino. “Teletransporte tem nos voodoos também pelo jeito.” Me aproximei do corpo e abaixei o capuz do moletom, respirei fundo e abri o caixão para ver o corpo. Uma cara de nojo ficou evidente no meu rosto pelo cheiro de morte e tentei suavizar um pouco a feição pra concentrar melhor o foco da minha intenção.

- Acorde. - Foi quase instantâneo que o mesmo abriu os olhos e me afastei chamando o morto para mim: - Levante-se daí. - Ele se sentou e de uma maneira não tão desastrada conseguiu sair do caixão e aproveitou o altar em que o caixão estava como escada. Logo que ele ficou ereto me virei para a garota e a mesma deu de ombros como se só estivesse de vigia mesmo. Torci a boca um pouco e voltei a visão para o zumbi controlado.

Indiquei com a cabeça e aproveitei a pequena capela como um teste: - Ande até o fim do caminho e volte para cá. - O morto não mais inerte começou a andar e pude notar de forma melhor que era um senhor de pele morena levemente mais “parda” como um índio que é moreno, mas com um rosto diferente. Não sei dizer se seria mais fino porque ele era idoso então meio gordinho e eu não sou bom com essas descrições de fisionomias, mas ele era de alguma forma descendente de índios e é o suficiente.

Foi como um zumbi mesmo sendo devagar e se arrastando, mas não por danos nas pernas, então o mandei acelerar e ele foi quase comum. Pelo menos foi quase normal para um zumbi dos filmes, andando sem rumo e com aquela pressa razoável apesar de sem rumo. O caminho logo se encerrou e antes dele parar o apontei para um dos bancos e o mandei socar o mesmo. Foi quase engraçado o mesmo ter tentado socar o banco, mas caindo sobre o mesmo e quebrando o objeto de madeira.

Apontei pra ele com a mão aberta e os olhos fechados e ordenei: - Durma de novo. - Dei de ombros e fui até o corpo, virei o mesmo no chão e o levantei com calma nos braços. Me virei e o levei novamente para o caixão e o deitei lá mais ou menos como estava antes, com as mãos sobre o peito e as pernas de forma paralelas no local acolchoado. Tirei as sujeiras de madeiras evidentes do mesmo e fechei o paletó de madeiras antes de me virar para a garota e a saída.

- Está bom? - Esperei uma resposta e me bati para limpar aquela poeira no moletom pelo corpo que peguei no colo. Ela dera de ombros e a segui para fora do colo com talvez um julgamento silencioso que relataria mais tarde pra O. Não me preocupava realmente como seria a avaliação porque não sabia o que poderia explorar mais do que já usava daquele poder. Não poderia pedir mais de um morto com suas funções de movimentação precárias. Segui novamente para casa pensando em um banho que precisava e recusando diversas ideias para inovar o uso dos mortos.

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