Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

[FP] Andromeda B. Lennox

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[FP] Andromeda B. Lennox

Mensagem por Andromeda B. Lennox em Qui Jun 30, 2016 11:09 pm

 
 
Solteira
Miss Robichaux
Daria Sidorchuk
Escócia
18 anos
Andy
17 anos
Ray
Nome Completo: Andromeda Björnsson Lennox
Personalidade: Amedrontada, covarde, “pau mandado”, quieta... Andy agradece todos os dias por esses traços não serem mais parte de sua personalidade.
Andy é uma jovem naturalmente divertida, tendo um fraco por piadas idiotas e pesadas. Não sabe se consegue se manter séria por muito tempo se não precisa e é sempre a primeira a perder desafios como “Não pisque” ou “Não ria”.
A real personalidade, que veio após deixar a Escócia, é praticamente de uma delinquente, mas amenizada. Andy é forte, determinada, teimosa e agressiva com aqueles que tentam diminuí-la. Não tolera quando tentam limitá-la, é bem consciente do que pode e não fazer para ter gente tentando “bancar a babá” para cima dela.
É consciente sobre a própria sensualidade e não teme usá-la se necessário. Andy acredita que mulheres podem ter tanta liberdade sexual quanto homens e faz questão de deixar esse pensamento ao menos implícito em suas ações sobre o assunto. Se encontra no feminismo e adora ler sobre o movimento.
Defende aqueles que ama e o que é seu com unhas e dentes. Como amiga Andy é uma tremenda aliada, mas como inimiga é uma pedra no sapato impossível de tirar. Parece uma mãe selvagem quando mexem com seus filhotes.
Mesmo sendo “durona” assim, não é difícil fazer Andy chorar. Talvez esse seja um resquício da época que vivia esmagada pela pressão da vila onde cresceu. É mais comum que chore por alegria ou raiva do que por tristeza.
Andromeda Lennox é uma mulher que enfrenta tudo de cabeça, sem temer os arredores. Acredita que pode ser o pilar em que seus amigos vão se apoiar, já que está sempre lá por eles. É genuinamente uma boa pessoa por baixo de uma garota durona e “bocuda”.
História: Nascer em um pequeno vilarejo católico não pode ser considerada boa sorte para uma bruxa.
Eu não entendia porque a mãe a trancava em casa, ouvindo repetidas vezes a frase "É para o seu próprio bem". Meu pai não tentava nem contestar as ordens dela, sabia o que corria na linhagem da esposa e temia pelo pior.
Se soubesse de tudo desde o início, talvez minha infância teria sido mais fácil. Minha mãe provavelmente rezava para que minha geração fosse pulada, assim como a dela, e talvez assim poderíamos ter a pacata vida que ela sempre sonhara naquele maldito vilarejo.
Não saía sozinha de casa. Me lembro claramente de estar sempre de mãos dadas com um dos meus pais e eles me ensinaram a temer o mundo. Essa não era a maneira certa de me educar, me preparar para o que poderia acontecer, mas parece que o medo do julgamento alheio falava mais alto que qualquer outra coisa.
Meus vizinhos eram cristãos insuportavelmente fanáticos, assim como metade das pessoas no vilarejo. Qualquer ação diferente era motivo para olhares tortos. Se eu disser que não tinha nem um pouco de medo deles, estarei mentindo. Por causa dessa vida que acabei decorando mais da metade da Biblia e sou capaz de recitar o livro do Apocalipse salteado para você, mas tenho certeza que não quer saber sobre isso.
Acho que não seria necessário comentar sobre como essa criação me tornou uma criança assustada e reclusa, com medo até da própria sombra. Não conseguia me manter calma, achando que algo me perseguia e qualquer passo em falso seria o meu fim.
O que vou contar agora não era minha intenção inicial. Eu juro que não queria derrubar aquela casa, não queria matar meu vizinho, mas não é como se pudesse controlar exatamento que estava fazendo... Nem sabia que podia fazer tal coisa naquela época para começar.
Era só mais uma tarde como qualquer outra. O casal Calhoun tinha convidado meus pais e eu para um chá durante a tarde, uma confraternização tola e desnecessária. Como qualquer fanático religioso, só sabiam falar sobre Deus e a Bíblia.
Não quero que me entendam mal, eu ainda sou cristã apesar de tudo que me ocorreu, mas não consigo suportar o fato de alguém ser obcecado daquele jeito.
O fato é que eu estava com o filho insuportável deles, como se fosse obrigada a socializar com aquele ranhento só por termos a mesma idade. O menino me irritava tanto que, num surto de raiva, dei um soco nele.
Mas não foi apenas um soco, foi O soco.
Aquele pirralho acabou atravessando o cômodo e caindo da janela com um soco que eu nem tinha colocado força o suficiente. Uma queda do segundo andar de cabeça no chão acabou por matá-lo instantâneamente. O casal ficou embasbacado, começando a gritar para os meus pais que eu era uma bruxa, que aquilo não era normal, que precisava de um exorcismo, que estava possuída.
"Olá Idade Média!"
Não esperamos os Calhoun tomarem alguma atitude, nos mudando para os Estados Unidos poucos dias após o acontecido. Minha mãe segurava minha mão com força, repetindo mil vezes a frase "Vai ficar tudo bem".
Tinha doze anos quando chegamos em Nova Orleans, uma cidade bem maior que aquele estúpido vilarejo onde nasci. Minha mãe finalmente me explicou a verdade e disse que eu deveria telefonar para a minha avó, que hoje vive em Londres, para que ela me contasse tudo ainda melhor.
Eu era uma bruxa. Minha avó era uma bruxa. Quem mais era uma bruxa?!
Com o passar dos anos fui podendo me tornar eu mesma, finalmente me descobrindo com a maior liberdade que estava tendo. Agora tinha amigos de verdade e era cuidadosa, visto que sabia um pouco do que podia fazer.
Num dia estranho bateram na porta de casa e aparentemente queriam me levar para outro lugar. Meus pais ficaram um pouco aflitos com a ideia, mas decidiram que eu deveria tomar a decisão sozinha. Ouvi o que a tal pessoa tinha a dizer. Minha escolha é clara para quem me vê hoje em dia: estar na Academia Miss Robichaux talvez tenha sido uma das melhores decisões que tomei na vida.
Sem mais restrições estúpidas.
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